23 de abril – o Dia de todos os Livros e dos Direitos de Autor

Evoca-se a 23 de abril, todos os anos, o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, instituído pela UNESCO em 1996, em homenagem aos grandes nomes da literatura mundial como Miguel de Cervantes ou William Shakespeare, que terão falecido próximo deste dia, transformando-o numa data simbólica para a literatura. Outros autores famosos também têm no dia 23 de abril datas de nascimento ou de morte, como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Haldor K. Laxness e Manuel Mejia Vallejo.

A ideia da comemoração, no entanto, teve origem na Catalunha, a 23 de abril, dia de São Jorge. Para assinalar a data, a tradição catalã manda que os cavaleiros ofereçam às suas damas uma rosa vermelha de S. Jorge, e que recebam em troca um livro, testemunho das aventuras do heróico cavaleiro.

O livro surge-nos então como um dos elementos essenciais para o desenvolvimento da cultura e da civilização humana. É um facto constatado que todo o ser humano que lê, que busca contato com a literatura desde criança, consegue desenvolver melhor as suas capacidades intelectuais, aprende melhor, escreve melhor, comunica-se de forma mais coerente e conexa.

Uma criança que aprende a ler desde a infância fica melhor preparada para a vida, conseguindo interpretar e compreender melhor o mundo que o rodeia da mesma forma como interpreta os sinais que representam a palavra.

A leitura ainda desenvolve o vocabulário, tornando a pessoa mais fluente, conseguindo estabelecer conceitos mentais, ou seja, fazendo com que a mente trabalhe de uma maneira mais satisfatória, estabelecendo a compreensão da consciência. Nesse processo, podemos enfatizar que a leitura é um processo interativo.

Naturalmente, o dia 23 de abril é sobretudo comemorado nas escolas e bibliotecas, uma vez que a UNESCO pretende, com isso, incentivar o gosto pela leitura. Nessa data, programam-se diversas atividades para incentivar a leitura, a imaginação e a criatividade.

Portugal é um dos países da Europa que lê menos livros e durante a pandemia esta situação agravou-se, sobretudo com as livrarias fechadas e a proibição de venda de livros ao público. O mercado decresceu cerca de 25% nos primeiros meses de 2020, representando cerca de menos 390 mil livros vendidos. Mais do que nunca, é importante pôr os portugueses a ler.

Em 2021, os ilustradores Susana Diniz e Pedro Semeano (dupla conhecida por Adamastor), Menção Especial do Prémio Nacional de Ilustração em 2020, conceberam a imagem do cartaz da Direção Geral das Livrarias, dos Arquivos e das Bibliotecas (DGLAB). Com ele, pretendem mostrar que, um ano após o início da pandemia, é o livro que continua a abrir-nos o espaço de isolamento físico, mas que também permite que o pensamento floresça e seja sempre cada vez mais livre.

Na preparação para o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, a UNESCO incentiva sempre as pessoas a explorarem novos tópicos, formatos ou géneros fora do que estão acostumadas.

E porque na cadeia do livro todos são precisos – escritor e ilustrador, editor, tradutor, revisor, designer, gráfica, distribuidora, livraria, mediador, biblioteca e leitor, a 23 de Abril vá à livraria da sua zona ou encomende online, e envie um livro para quem lhe é mais querido.

Fnac oferece Livros no Dia Mundial do Livro para promoção da Leitura

No Dia Mundial do Livro – 23 de abril, como já é tradição, a Fnac lança uma iniciativa de incentivo à leitura com oferta de livros, desta vez e-books, por todo o país. Na edição de 2021, respeitando as restrições impostas pela pandemia, de forma a oferecer livros duma forma segura, a celebração é feita com uma iniciativa digital, a “Book Hunt!”, que passa pela colocação de milhares de QR Codes por todo o país que levam a uma página de livros gratuitos, de autores tão diversos quanto Fernando Pessoa, Kiera Cass, Chimamanda Ngozi Adichie ou H. G. Wells.

Nesta caça aos livros, é suposto procurar mais de 1 500 QR Codes espalhados em bancos de jardim, paragens de autocarros, shoppings e outros locais públicos, nas cidades de Lisboa, Almada, Aveiro, Braga, Vila Nova de Gaia, Guimarães, Viana do Castelo, Faro, Matosinhos, Gaia, Funchal, entre muitas outras. As pistas para a descoberta dos livros serão reveladas ao longo do Dia Mundial do Livro, nas redes sociais da Fnac e, uma vez descoberto o local, basta fazer o scan do QR Code encontrado, e efetuar o download e o login na app da Kobo que irá revelar dezenas de e-books gratuitos, em português, inglês e francês.

No fim, vale a pena tirar uma foto e aproveitar para desafiar outros leitores a visitarem o local onde foi descoberto o QR Code, e eles próprios acederem a um livro, através da hashtag #bookhuntfnac e com o tag à @fnacportugal.