Adriano Reis em Cabo Verde, no âmbito do projeto “Bebi na Fonti”.

Adriano Reis dá a estampa, ainda este ano, o livro “Jornada de um sampadjudo na ilha de Santiago”, fruto do projecto “Bebi na fonti” (Beber na Fonte) levado a cabo desde 2018.

Adriano Reis, membro da Rede Cultural de Sintra e da associação RJ Anima, encontra-se em Cabo Verde para a materialização da terceira fase deste projeto que tem a coordenação técnica de Gil Cabral Moreira, investigador etnocultural e contador de histórias, e do Grupo Tradison N’ Alma.

O projeto, segundo a Inforpress, de Cabo Verde, foi iniciado em 2018, tem como objetivo principal, segundo a mesma fonte, “ir viver e conviver” com as “bibliotecas vivas” em Cabo Verde, fazer recolha dos costumes e tradições orais, contos tradicionais, intercâmbio cultural com investigadores cabo-verdianos, sessões de contos nas escolas e instituições sociais e culturais em Cabo Verde e nas comunidades cabo-verdianas na Europa e não só.

Nesta terceira edição, que decorreu entres os dias 20 e 29 , em parceria com a Câmara Municipal da Ribeira Grande de Santiago, o Centro Cultural de Cidade Velha e a Biblioteca Nacional, Adriano Reis informou ter sido possível desenvolver várias atividades de sessão de contos em escolas e jardins-infantis desse concelho, e no Centro Orlando Pantera, na Cidade da Praia.

Para além de contar estórias, Adriano Reis teve oportunidade de participar numa oficina sobre a importância de escrever com base no ALUPEC, com o investigador Tomé Varela. Essa troca de experiência, informou, vai lhe permitir ter contos mais unificados, tanto para o crioulo de sotavento, como o do barlavento.

Entretanto, segundo o mesmo adiantou, todos os anos de “beber na fonte” vão resultar num livro intitulado “Jornada de um sampadjudo na ilha de Santiago”, cujo prefácio será escrito por Gil Moreira e trará uma opinião do investigador Tomé Varela.

Trata-se se uma crónica/estória escrita na primeira pessoa sobre a minha visão, um sampadjudo, perante uma cultura que é minha, mas que eu desconheço, ou seja, é o meu percurso nestes dois anos com este projeto na Ilha de Santiago, coordenado por Gil Moreira”, disse, sublinhado que esta sua memória será lançada em principio no mês de Dezembro para servir de “prenda de Natal.”

Para além do livro “Jornada de um sampadjudo na ilha de Santiago”, Adriano Reis prevê lançar em 2022 o livro “SINTANTON”, que aborda os costumes, tradições orais, factos, lendas, crenças e contos da ilha.

Com o projecto “Bebi na Fonti”, Adriano Reis já levou o nome de Cabo Verde a 17 países da Europa, tendo atuado ainda em diversas ilhas de Cabo Verde.

Os membros e amigos da Rede Cultural de Sintra desejam a Adriano Reis os maiores sucessos e cá o esperam a partir de Maio para novos e profícuos projetos.