Boas Festas

2021 decorreu sob o signo da resiliência: resiliência no combate à pandemia, traduzida na forma pacífica e globalmente colaborativa como se enfrentaram os confinamentos e a adesão ao processo de vacinação; resiliência da economia e da sociedade mostrando que apesar de nem todos se terem portado como adultos na sala triunfou o bom senso característico dum povo secular e avisado; resiliência dos que sistematicamente se mantêm nas lutas pelo clima, pela defesa do ambiente, do património e dos direitos humanos.

A todos esses se pede agora que olhem 2022 como o tempo de construir um novo futuro, passada a prova da imensa fragilidade da natureza humana e do planeta que a povoa.

Para 2022, ano em que assinalaremos os 200 anos da independência do Brasil ou o centenário de Saramago, um desejo sincero: que a vertigem das redes sociais não acentue um maior cultivo do hedonismo e do Eu, pois só sairemos da crise neste mundo fragmentado se atuarmos juntos. Por convicção, e não por medo.

Boas Festas.