Não me apetece dar um título a isto- texto de Nuno Bastos

Se aqui surgiu vindo de algum lado, informo-o, excelso leitor, que chegou a um espaço chamado “Não me apetece dar um título a isto”. Se estiver com dúvidas acerca da minha afirmação, agradeço que eleve um pouco a vista, olhe para o título deste texto e verá que estou correcto. É, pois, bem verdade que isto que para aqui vai tem como título “Não me apetece dar um título a isto”. Se fizer o favor, queira agora avançar para o segundo parágrafo de modo a dar continuidade a este meu escrito.

Seja, então, bem-vindo a este segundo parágrafo. Aviso-o, no entanto, que nada irá acontecer por aqui. Não irei contar nenhuma história, nem divagar sobre o que quer que seja. Assim, creio que é melhor continuar a ler por aqui abaixo.

O meu leitor deverá estar a perguntar-se sobre a razão de eu ter escolhido “Não me apetece dar um título a isto” para título deste texto. E mesmo que, de momento, a sua mente não se indague sobre tamanha questão, será melhor assim assumir para que eu possa dar expressão à ideia que desenvolvo. E eu respondo dizendo-lhe que não faço a mínima ideia. Não sei. Apeteceu-me e pronto. Ou talvez não me tenha lembrado de nenhum título de acordo e, por isso, fiz-me valer da falta de vontade para o criar ou da falta de capacidade para o fazer.

Quanto ao texto, parece-me excessivo deixar que as palavras se multipliquem sem haver qualquer conteúdo lírico ou outro de valor. Sugiro que avance a leitura até dar de caras com o parágrafo seguinte, esteja ele onde estiver.

E é aqui que está. Você encontrou o quinto parágrafo.

E agora informo-o que chegou a outro parágrafo. Este é, pois, um parágrafo inútil.

Suba agora para uma cadeira e leia novamente este texto da forma mais épica que conseguir encontrar.