“O fruto que caiu da árvore”, uma experiência de teatro laboratório

“o fruto que caiu da árvore” define-se como uma criação de cruzamento disciplinar baseada sobretudo no legado do teatro laboratório (de Stanislavski e Grotowski à Antropologia Teatral) e teatro comunitário, mas expressa-se sobretudo no corpo dançante da investigadora e dançarina Maíra Santos, no legado poético-tradicional de Jozé Sabugo, no bansuri e traço de Sunil Pariyar, no trabalho de corpo e voz de André Fausto e na cumplicidade, amizade e inspiração mútua destes 4 pesquisadores artísticos.

Sábados em setembro na Sociedade Os Aliados, em S. Pedro. Apresentação no Auditório Municipal António Silva no dia 2 de outubro.

Sinopse

Carvalho, castanheiro, oliveira, nogueira.

4 performers + 1 observador + 10 participantes.

Performance multidisciplinar + arte participativa.

Reflexão sobre o tempo e a condição humana, a partir da relação pessoal e da comunidade com as árvores dos espaços que habitam.

Ficha Técnica

(para ação na área do Concelho de Sintra)

cocriação

participantes oficinas e formadores

formação

André Fausto (voz e movimento), Sunil Pariyar (música), Maíra Santos (dança), Jozé Sabugo (poesia) e David Nunes (observação e mediação). Direção técnica de Marco Lopes

Coprodução Raíz Teatro / Raízes na Terra e Acusa Teatro / Casa das Cenas

Financiamento

Câmara Municipal de Sintra

Acolhimento

TeatroMosca e Sociedade Filarmónica Os Aliados

Pintura Sunil Pariyar

Sobre o promotor

RAÍZ TEATRO – TEATRO LABORATÓRIO PORTUGUÊS

Companhia de teatro laboratório e teatro comunitário criada em 2015 no seio da Raízes na Terra Associação Cultural.

CRIAÇÕES

“Casa-Árvore” (2020-2022) – https://casa-arvore.weebly.com/

2 encenações colectivas / coordenação André Fausto em parceria com Escola Superior de Teatro e Cinema – IPL, Casa das Cenas – Educação pela Arte, Teatro Umano, Youth Coop, Aldeia do Vale, WonderPuppet e Dispar Teatro

“A Festa do Espírito Santo” (2017)

encenação coletiva / direção artística de André Fausto em parceria com Casa das Cenas – Educação pela Arte, Grupo Acusa Teatro, Tuna Euterpe União Penedense e Junta de Freguesia de Colares

“Ser Português” (2016)

encenação de Jorge Parente em parceria com Tuna Euterpe União Penedense e Câmara Municipal de São Brás de Alportel

Bios equipa artística

Jozé Sabugo

Atuação, formação, cenografia e dramaturgia do texto e do espaço. Diretor artístico do Grupo Acusa Teatro. Em 1988, participa e faz recolha etnográfica no Rancho Folclórico “As Lavadeiras” do Sabugo. Em 1992, faz a sua formação através de cursos livres no Brasil, com Augusto Boal e outros. Ao retornar a Portugal, cofunda o Grupo Acusa Teatro e a Casa das Cenas – Educação pela Arte com o apoio da poetisa e pedagoga Maria Almira Medina. Desde 1995, desenvolve atividade como contador de histórias e encenador. Atualmente, dirige projetos artísticos e educativos através da Casa das Cenas com o apoio da Câmara Municipal de Sintra.

https://mariaalmiramedina.weebly.com/

Maíra Santos

atuação, formação e dramaturgia do movimento

Bacharel em Ciências Sociais pela USP/FFLCH, Mestre em Antropologia pela UNICAMP/ IFCH e doutorada em Dança na UL/FMH. Estudou Dança na Universidade Anhembi-Morumbi (São Paulo), Centro em Movimento e Fórum Dança (Lisboa) e no LaborGras (Berlim). Estudou Dança-Teatro com a Cia À Fleur de Peau (Paris) e improvisação com Julyen Hamilton (Berlim). Como artista da dança atua em trabalhos de criação como coreógrafa, bailarina, performer e intérprete-criadora. Pertence ao quadro de pesquisadores do Laboratório de Estudos sobre Corpo, Arte e Educação (Faculdade de Educação/UNICAMP – Brasil).

https://mairasantos.dance/

André Fausto

atuação, formação e direção artística

Cocoordenador na Raiz Teatro – Teatro Laboratório Português. Mestre em Ciências da Comunicação (FCSH-UNL) e mestrando em Teatro e Comunidade (ESTC-IPL).

Colaborou nas áreas de criação, investigação e formação em instituições como a Fundação Calouste Gulbenkian, LABCC (FCSH-UNL) e Cineteca Comunale di Bologna e participou em projetos culturais produzidos ou em parceria com Teatro Umano, Companhia JGM, Teatro Nacional São João, CENDREV/Teatro Garcia Resende, Estabelecimento Prisional de Sintra, GDA, IPDJ, entre outros. Destaca os processos cocriativos com Helena Rodrigues, Jorge Parente, Jozé Sabugo, Kai Berthold, Paulo Maria Rodrigues, Rita Wengorovius e Sunil Pariyar. Atualmente, trabalha em diferentes projetos de arte participativa e de palco, entre os quais “Teatro de Identidades” (ESTC | Câmara Municipal de Amadora), “Mil Pássaros” (Companhia Música Teatral | Câmara Municipal de Lisboa) e “Casa-Árvore: arte e ecologia” (Raíz Teatro | Câmara Municipal de Sintra).

http://andrefausto.weebly.com/

Sunil Pariyar

atuação, formação e direção musical

Especialista em flauta bansuri e música clássica indiana com formação no Nepal e Índia (Senior Diploma in Indian Classical Music at Allahabad University). Professor de flauta no Nepali Folk Musical Instrument Museum desde 2001 e membro do trio tradicional Naatyashwora (gravou 5 CDs instrumentais de melodias dos Himalaias). Em 2015, lança o seu primeiro álbum a solo “Realization”, produzido pelo Kathmandu Music Center. Em Portugal colabora com vários grupos musicais dos quais destaca Suryam Project, Moshka Sound Journeys e Conan Osíris tendo atuado na RTP, Theatro do Circo, Coliseu dos Recreios e vários festivais nacionais e internacionais.

Sunil Pariyar | Spotify

David Nunes

mediação com a comunidade e assistência de encenação

Mestre em Psicologia Clínica no ISPA-IU, onde se iniciou como ator/performer no grupo Díspar. Trabalhou para a Associação GIRA onde cocriou e dirigiu o grupo de teatro ‘Girarte’. Recentemente conclui o Mestrado em Teatro Aplicado na Royal School of Speech and Drama em Londres, onde trabalhou com ex-reclusos na Synergy Theatre Project e recentemente coliderou um projeto de Teatro interventivo com refugiados Venezuelanos na cidade brasileira Boa Vista com o apoio da ONG Fraternidade sem Fronteiras. Cocoordenador na Raiz Teatro – Teatro Laboratório Português.

Marco Lopes

desenho de luz

Ex-responsável técnico da Casa de Teatro de Sintra, e em teatro trabalhou com diversos grupos como, Instantâneos, Byfurcação Teatro, Teatro Tapafuros, Utopia Teatro, Musgo produção Cultural, Teatro Bocage, Chão de Oliva, entre outros, operando som e luz. Trabalha como iluminador para empresas como Hipnose, GLAM, Universal Music Portugal, Moving Pictures, entre outros com a criação de desenhos de luz para projetos como “Online Dance Company”, “Dança com as Estrelas” e outros como “Dialeto” e “DO=S” – Diogo Piçarra, “My life 360º” dos the Blkbrds e “Sobe o Calor” de Sérgio Godinho. Diretor técnico do festival, Periferias, e apoio noutros como Espontâneo – Festival Internacional de Improviso e Fatal.