Os 144 anos da Sociedade União Sintrense


A Sociedade União Sintrense celebra a bonita data de cento e quarenta e quatro anos. Foram anos repletos de história e de vida que se espera ainda muito longa e sempre ao serviço da cultura e dos Sintrense.
Fruto da incerteza associada à situação pandémica, os festejos originalmente planeados foram muito reduzidos e divididos entre dois dias, permitindo uma celebração mista com público e um assinalar da data mais privado. Assim sendo, este será o programa para a celebração de 2021:

Dia de aniversário | 08 de maio
10h30 – Içar da bandeira – Breve cerimónia realizada no exterior aberta ao público

10h30 – 12h30 | A Sociedade ontem e hoje – evento restrito 
Carlos José Paulo Santos é um dos eternos Diamantes Negros e figura incontornável da história desta coletividade Sintrense. Em dia de aniversário, é convidado para uma entrevista que pretende constituir um testemunho entre o passado e o presente. O conteúdo será posteriormente divulgado em formato áudio e texto.

Dia 09 de maio
19h30 – Missa em honra dos sócios falecidos | Aberto ao público, a realizar na igreja Paroquial de São Martinho de Sintra
20h30 – Encerramento | Evento restrito a realizar na sede da Coletividade

Evento 2 

Num protocolo entre a Sociedade União Sintrense e o Agrupamento de Escolas Monte da Lua, é com enorme prazer que se recebem as apresentações dos trabalhos finais produzidos pelos alunos do Curso Profissional de Artes do Espetáculo. As provas de aptidão profissional representam um momento determinante no percurso académico destes jovens que têm uma primeira hipótese de criar um projeto que, muitas vezes, se torna inesquecível. Desta forma cumpre-se com o propósito de um dos pilares basilares pelo qual se pauta o movimento associativista. Deseja-se muito sucesso a estes alunos e que o seu percurso seja repleto de muitos sucessos. Como se diz em boa linguagem de teatro, muita m****. 

Apresentações

Sábado, 28 de maio
19h00 – Primeira apresentação

Escuta-me | Melissa Pereira e Raquel Pereira

SINOPSE

Quantas mulheres são precisas para pedir socorro? Quantas denúncias são precisas para que se faça justiça? Até quando o corpo da mulher será assunto de debate?
Na escuridão da noite, duas mulheres que não se conhecem, são vítimas nas mãos de dois homens. Uma delas, ferida por um homem que dizia amá-la, e outra por um homem desconhecido. Como seria possível duas mulheres desconhecidas terem algo tão em comum? Ao tentar ultrapassar uma sombra desconhecida, uma sombra que não lhe pertencia, esta mulher foi cruelmente apanhada e deixada para trás como se fosse um objeto depois de tanto uso. À procura da sua justiça, foi julgada como culpada. Como seria ela a culpada por um crime da qual foi vítima? Depois de todos os momentos de violência, o seu companheiro trazia sempre uma flor como forma de perdão. Esta mulher olhava para a flor e desculpava-se a si mesma por estar à mercê de um homem, que julgava ser o perfeito. Quando não conseguiu desculpar-se mais, abandonou a sua antiga vida. É suposto o amor ser demonstrado com pontapés e empurrões? Representando um todo, estas duas mulheres revêm as suas vidas, diariamente condicionadas, por um episódio passado, mostrando o poder da mulher e os dois lados da história, ao tentarem dar a conhecer o mundo feminino e as suas batalhas diárias.
SOMOS O GRITO DAS MULHERES QUE FORAM SILENCIADAS!

20h30 – Segunda apresentação

Quando a morte conta uma história | Diogo Rodrigues, Eduarda Oliveira, Samuel Nogueira, Sofia S

Links: https://www.facebook.com/sociedadeuniaosin

A actual Sociedade União Sintrense, cujo primeiro nome era Real Sociedade União Sintrense, foi fundada no dia 8 de Maio de 1877 pelos ilustres sintrenses Silva Rosa, José Simões, Joaquim Barreto e Domingos dos Santos Silva, e coincidiu com as festas de Nossa Senhora do Cabo, que antigamente eram conhecidas como a Festa dos Solteiros.
A primeira sede da União Sintrense foi numa dependência do antigo matadouro municipal, que funcionou até cerca de 1847 no local onde é hoje o Palácio de Valenças, construído no fim do século XIX por Cinatti, e o primeiro regente da banda foi José Maria de Sousa, que era funcionário de uma escola agrícola em Coimbra, e em 1897 era Carlos António de Abreu contra mestre de banda marcial.
Em 1897 a sede da Filarmónica foi transferida para um barracão na rua Gil Vicente, junto da Igreja de São Martinho, e na esquina para as escadinhas de Briamante, onde funcionava também o Teatro Gil Vicente.
Naquela data a Sociedade orgulhava-se de ter como sócios o Marquês da Praia e Monforte, proprietário da Quinta defronte a Seteais, os Viscondes de Monserrate, o Visconde de Monsanto, o Conde de Fontalva, António Mazziotti, proprietário da Quinta Mazziotti em Colares, e ainda Andrelina dos Santos, proprietária da Quinta da Brasileira na Vila Velha, e o próprio Rei D. Carlos.
Em 1877 a direcção da Sociedade era composta por Joaquim Maria de Oliveira Cunha, primeiro comandante dos Bombeiros Voluntários de Sintra, que foi sempre reconduzido no cargo de presidente até 1897.O secretário era Carlos Augusto Ferreira e o tesoureiro Alfredo Pedro dos Mártires, barbeiro de profissão, que tinha a oficina onde é hoje a pastelaria Piriquita.
A terceira sede da Velha colectividade foi no largo da Caracota, na casa que tem hoje o nº 1. Depois, em data incerta, mudou-se para uma dependência do quartel de Infantaria, na Rua de Meca, quase defronte ao desaparecido Hotel Nunes, hoje Tivoli. Esta antiga sede foi demolida após 1910, bem como os quartéis de Cavalaria e Infantaria que rodeavam o Palácio da Vila até à Calçada do Pelourinho.
A quinta sede foi na dependência do antigo quartel dos Bombeiros Voluntários, que funcionava no antigo Museu do Brinquedo, na rua Visconde de Monserrate. Nesta sede, onde anteriormente também funcionaram os Paços do Concelho, ficava também a Associação de Socorros Mútuos. Nesta quinta sede da colectividade, embora sem palco. davam-se vários espectáculos de Ilusionismo e Teatro.
Mais tarde teve nova sua sede em baixo do Mercado da Vila Velha, construído em 1894, onde já possuía um amplo palco e sala, de tal modo que foi compartimentada, montando-se um bar e gabinete para a Direcção. Pela sétima e última vez a Sociedade foi transferida para o local onde antes funcionou o Cineteatro Garrett, na rua Maria Eugénia Reis Ferreira Navarro, no edifício onde ainda hoje está instalada.
As instalações foram compradas ao comerciante de Lisboa Ramiro Leão no dia 21 de Dezembro de 1936, pela quantia de 50.000$00.Era presidente Carlos Araújo, secretário José Azevedo, tesoureiro Silvino da Conceição, e vogais Joaquim de Almeida e António Nunes. Comprado com bastantes estragos, devido a um prolongado encerramento, foi recuperado devido a um grande número de associados que voluntariamente lá trabalharam até altas horas da madrugada.
Em fins de 1940 e princípios de 1941 constituíram-se em comissão Augusta de Carvalho, Beatriz Silvestre, Henrique Lima Simões e Rodrigo dos Santos Soares, e foi dela que nasceu a Noite das Camélias, com o patrocínio do Jornal de Sintra, e que tdesde então todos os anos se realiza no dia 19 de Março, dia de S. José. A primeira Noite teve lugar a 19 de Março de 1941, com a participação de Maria Almira Almedina, que escreveu um poema a pedido da comissão organizadora. Participou também a banda de Jazz Os Caprichosos, que animou a sala até altas horas da madrugada.
Desde 1941 que todos os anos a Noite das Camélias se organiza neste local emblemático da Vila de Sintra.