Vem aí o Movimento Claraboia

A Claraboia (CLA) é uma iniciativa conjunta de duas associações, a Associação Cultural – Apertum Ars e a Associação Cultural – Dínamo, que têm como objetivo fundamental a criação de uma programação cultural juvenil consistente no concelho de Sintra, programada, organizada e constituída por jovens entre os 16 e os 30 anos, e tem agendado um primeiro evento no sábado dia 5 de junho de 2021 na Casa de Teatro de Sintra.

Os principais objetivos desta iniciativa serão: criar uma oferta cultural de arte emergente no Concelho de Sintra, alargar o espetro cultural neste Concelho, promover a colaboração entre associações culturais, cruzar conhecimentos de diferentes disciplinas artísticas e promover artistas jovens e emergentes. Para isso, em 2021, iremos organizar 5 eventos culturais em que serão convidados a participar vários artistas emergentes (entre os 16 e os 30 anos) de dentro e fora do concelho.  

A A3 – Associação Apertum Ars é uma associação de educação popular sem fins lucrativos criada em 2018, teve origem na iniciativa do Dia Aberto às Artes, e tem como fim desenvolver projetos artísticos fomentando a interdisciplinaridade e a criação de canais de comunicação e partilha entre artistas e artesãos. Está sediada em Mafra e pretende intervir no concelho de Sintra, através do projeto CLA, usando a sua rede de contactos com artistas jovens de todo o país e experiência no desenvolvimento de eventos multidisciplinares.

Ligações:

https://a3associacao.wixsite.com/cultura?fbclid=IwAR2iNw0WooEKkyZfB43TLaDRHOP_0KFO3v8ddX_-D3O09XzHL0FGE7JnnH0

https://www.instagram.com/a3associacao/

A Dínamo – Associação de Dinamização Sociocultural é uma associação que procura promover a participação juvenil, a educação para os Direitos Humanos e a cidadania ativa no concelho de Sintra, criando espaços para os jovens debaterem e criarem projetos e iniciativas na sua comunidade e fomentando o diálogo com as autoridades locais e decisores políticos. A Dínamo terá um papel fundamental, enquanto associação residente do Concelho, na comunicação com os espaços onde irão decorrer os eventos, com os órgãos oficiais da Câmara Municipal e na organização dos eventos.

Ligações:

http://www.dinamo.pt/

https://www.facebook.com/dinamo.pt

EQUIPA

A equipa nuclear do evento inclui:  Afonso Fidanza, licenciado em Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Católica Portuguesa, membro da Associação Académica do Instituto de Estudos Políticos, no departamento de apoio ao aluno 2019-2021 e coorganizador das edições passadas do SCC (2018,2019); Afonso Matos, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com frequência da pós-graduação em Artes da Escrita na FCSH/UNL. Publicou nas revistas Fazedores de Letras, Apócrifa e O Cipreste, e organizou durante três anos o Festival Passarão, em Sintra. Integra a banda Paradoxo, com a qual atuou pelo país, e o coletivo multidisciplinar La Maga, fundado em 2020; Frederico Carreiro, aluno da Licenciatura de Ciência Política e Relações Internacionais na Universidade Nova de Lisboa, dirigente associativo na Dínamo e coorganizador de vários projetos ligados à participação juvenil e à educação para os Direitos Humanos no concelho; Giulia Dal Piaz, licenciada em Estudos Artísticos – variante das artes do espetáculo pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, assistente de Sala do CCB, CNB e TNSC desde 2019, produtora do Festival interdisciplinar XYZ, realizado em Dezembro de 2019 na Fábrica Braço de Prata, também com formação em Artes Dramáticas pelo Teatro Escola Célia Helena em São Paulo, Brasil em 2016 e estagiária na Evoé – Escola de Atores, 2021; Nuno Cintra, licenciado em Biologia pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa,  assistente de produção na rodagem do filme “Astracã”, produzido pela Terratreme, 2021, membro do Grupo de Teatro da Faculdade de Letras, coordenado por Ávila Costa, e coorganizador das edições passadas do SCC (2018, 2019); Rodrigo Domingos, aluno do Conservatório de Música de Sintra entre os anos 2010 e 2017, onde concluiu o 8ºgrau de saxofone, e da Escola Superior de Música de Lisboa no curso de Licenciatura em Tecnologias da Música, fundador e membro da editora Chinfrim Discos,  organizador e programador do festival anual “Chinfrim Não é Barulho”, fundador e produtor musical do projeto de música eletrónica “RAKUUN”; Rodrigo Fonseca, licenciado em História de Arte na Universidade Nova, com o  curso de Produção Artística – Realização Plástica do Espetáculo na António Arroio, trabalhador na área das artes cénicas, participou como assistente de encenação na peça Cármen (Teatro da Trindade/Teatro Meridional), também coorganizador da edição do “Dia Aberto às Artes” 2019 e do SCC 2018; Ricardo Rijo, licenciado em produção de som na School of Audio Engineering em Berlim, com o curso de Técnico de Som na Escola Profissional de Imagem. Estagiou como engenheiro de som no estúdio AGStudios em Roma, trabalha em produção de música, eventos, som de frente e monição, pós-produção áudio para filmes e videojogos. Trabalhou na empresa Eurologistix a fazer som de frente para eventos, e foi coorganizador da edição do SCC de 2018.

PROJETO SINTRA con-cê

Por outro lado, está já prevista a implementação do Projeto “Sintra con-cê” (SCC)

O Sintra con-cê (SCC) é um evento cultural anual, inicialmente organizado de forma informal, que teve a sua primeira edição em 2018. Em 2021 a Associação Cultural Juvenil Apertum Ars – A3 irá organizar a terceira edição deste evento, em parceria com a Associação Cultural Juvenil – Dínamo, como parte do Movimento Claraboia.

Este evento tem como objetivo reunir e expor projetos de artistas jovens e será realizado ao ar livre num espaço verde e acolhedor, o que permitirá o estabelecimento de uma relação de proximidade e amizade entre o público e os artistas.

O SCC é um evento sem fins lucrativos, anual, e ocorrerá previsivelmente no dia 25 de setembro de 2021 na Casa do Parque, Rua Gago Coutinho nº8, no centro histórico de Sintra. Será um evento multidisciplinar, com uma programação variada, congregando no mesmo espaço exposições, concertos, zona de partilha de comida e bebida, e uma tela grande na qual serão projetados filmes/videoarte selecionados a partir de um Open Call. Todos os artistas que integram o evento devem ter entre 16 a 30 anos de idade, completos até ao dia do evento.

O SCC visa promover a multiculturalidade, igualdade de género e inclusão social. Na sua equipa, programação e público será possível encontrar pessoas de várias nacionalidades, idades, géneros e contextos sociais, sendo este um evento representativo de um Concelho multicultural. Será explorada a vertente social do evento  tanto através de pequenas ações de consciencialização acerca de situações socias desfavorecidas no concelho de Sintra, como através da divulgação de projetos artísticos a serem desenvolvidos atualmente e a sua importância na inclusão social.

Entre os projetos a serem divulgados, encontra-se o Artevision Studio, um estúdio comunitário em Algueirão-Mem Martins. Em colaboração com projetos como este, o SCC irá ter um papel de divulgação importante num contexto artístico que carece de meios logísticos e financeiros necessários para o efeito. Para esta 3º edição, o SCC propõe apoiar a cultura pagando aos artistas presentes pelo seu serviço e fornecendo um espaço, meios e boas condições técnicas para a divulgação dos seus projetos. O apoio financeiro será dirigido apenas aos artistas jovens (16-30 anos) que se encontrem em situações de início de carreira, dificuldades financeiras ou outras situações que justifiquem a pertinência e urgência de incentivos, cujo trabalho seja considerado de interesse cultural e/ou que tenha um impacto social positivo em grupos em situações de risco de exclusão social. Estes artistas serão escolhidos por um painel de júris através de um Open Call.

As três categorias do Open Call serão: curtas-metragens, música e exposições. O apoio financeiro atribuído pelo serviço prestado será igual entre artistas de uma mesma categoria, mas diferente entre as diferentes categorias. A organização do SCC determinou que deveria ser atribuído um valor que se enquadre com o mercado artístico atual

Na primeira edição, em julho de 2018, um grupo de amigos com competências técnicas variadas trabalhou várias semanas, preparando o espaço com a iluminação e estruturas adequadas e organizando a logística dos concertos. Foi depois possível reunir várias pessoas que noutras circunstâncias pouco ou nenhum contacto teriam, através da arte e da partilha de um mesmo momento, e que com o seu donativo permitiram a concretização do evento. A criação de um espaço agradável, através do trabalho voluntário, ficou desde logo estabelecia como ponto fundamental para o sucesso de eventos futuros.

Em julho de 2019 o evento repetiu-se no mesmo formato, com uma equipa triplicada, tempo de preparação acrescido e com um leque maior, mais profissional, e mais variado de artistas. Esta última edição demonstrou claramente a importância do evento em Sintra, crescendo exponencialmente em público e artistas, havendo a convicção por parte das pessoas presentes de que o evento teria de continuar, porque vinha preencher uma importante lacuna na oferta cultural de Sintra.

Os objetivos do SCC passam agora por fortalecer e aumentar a sua estrutura, aumentar a sua importância e influência a nível cultural e social em Sintra, e abranger progressivamente um leque maior e mais variado de pessoas.

LANÇAMENTO DA REVISTA “LA MAGAZINE”

Está para os tempos mais próximos previsto igualmente o lançamento da revista “La Magazine”, projeto editorial multidisciplinar que pretende estimular a criação e circulação de trabalhos por parte jovens artistas e escritores, tornando-os mais próximos de diferentes tipos de público.

A edição de uma revista de artes e literatura surge da vontade de apresentar os trabalhos desenvolvidos, em contexto académico ou profissional, por partes de criadores em início de carreira. O projeto será desenvolvido pelo coletivo La Maga, grupo informal de artistas sediado entre Sintra e Lisboa, e integrantes do movimento Claraboia. Para além da venda da revista em livrarias independentes, os promotores propõe-se realizar eventos públicos de lançamento, assim como exposições e clubes de leitura como forma de dinamizar as infraestruturas culturais existentes no concelho, contribuir para a circulação dos trabalhos apresentados, para a criação de novos públicos, espaços de debate, e contacto com o meio cultural.

A primeira edição da revista contará com a participação de artistas nacionais, selecionados através de um open call, mas também dos próprios membros do coletivo La Maga que contribuirão com entrevistas, textos e traduções.

Espera-se que o lançamento público da revista decorra entre junho e outubro de 2021 e se prolongue pelo ano 2022, explorando diferentes formatos de apresentação.

Em paralelo com o lançamento da revista, será proposta uma intervenção dos artistas num espaço expositivo, de modo a apresentar alguns dos trabalhos originais, bem como documentação do processo de trabalho da revista. A possibilidade de realizar este projeto de exposição, contribuirá para o acesso aos materiais da revista por parte do público por um período de tempo que se estenderá para lá do evento de lançamento. Deste modo, o contacto com os artistas e com a própria revista poderá alcançar novos públicos.

Partindo da premissa de partilhar a leitura da revista, assim como da obra de jovens escritores contemporâneos, também um clube de leitura será dinamizado pelos membros do Coletivo La Maga e do movimento Claraboia. Para cada sessão haverá um autor convidado e uma obra em discussão, a ser divulgada previamente.

O La Maga é um coletivo multidisciplinar que se dirige ao panorama cultural português através de projetos na área das artes visuais, literatura, cinema, música, design e moda.

O conjunto pretende alcançar uma identidade distinta, continuamente criativa entre novas gerações de espectadores e interessados por via de concertos, exposições, performances, publicações, entre outro tipo de projetos.

Surgiu informalmente em 2018, entre amigos que procuram uma estrutura base de modo a expandir o seu trabalho individual com o princípio fundamental de estimular, bem como defender, uma cultura global de reflexão, crítica, e opinião independente, ao analisar o mundo da arte de forma múltipla e aberta.

Membros do Coletivo La Maga: Hugo Cubo, licenciado em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, trabalha simultaneamente em música e performance, interessando-se pelo papel da literatura na construção de uma identidade para artes visuais, leitor entusiasta de autores como Peter Sloterdijk, Platão e Manuel João Vieira, nos quais baseia a sua proposta crítica; Eduardo Silva, frequentou a Universidade Lusíada no curso de Jazz e Música Moderna, de momento no curso de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra. Integra a banda Paradoxo como compositor, guitarrista e vocalista, procurando fórmulas de composição inovadoras que vai colher ao mais variado espectro musical, desde Frank Zappa a Milton Nascimento, José Mário Branco a John Coltrane. Tem como principal interesse incluir a improvisação e a performance nos espetáculos que apresenta com Paradoxo e projetos futuros que irá constituir; Francisca Portugal, formada em Artes e Humanidades pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, programadora cultural e curadora independente, em paralelo com o Mestrado em Fine Arts Curating na Goldsmiths University of London, dedica-se à investigação de espaços expositivos não convencionais e à construção de um arquivo de conversas e entrevistas sobre vida, obra e crítica de artistas plásticos portugueses e internacionais;  Afonso Matos, licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa com um trabalho final sobre historiografia do Al-Andaluz. Esteve um semestre em Erasmus no King’s College of London, frequentando cadeiras de literatura e cinema. Desenvolve um corpo literário de poesia, crítica, historiografia e narrativa. Frequenta a pós-graduação em Artes da Escrita na FCSH/UNL. Publicou nas revistas Fazedores de Letras, Apócrifa e O Cipreste, e organizou durante três anos o Festival Passarão, em Sintra. Integra a banda Paradoxo, com a qual atuou pelo país; Raquel Espadinha, anterior aluna da Faculdade de Belas-Artes da Universidade do Porto, no curso de Artes Plásticas, e o curso de Culinary Arts na Escola de Hotelaria e Turismo de Lisboa. De momento, aluna da escola AR.Co em Desenho/Pintura, em  resposta a uma procura incessante de novos estímulos através da gestualidade do desenho e a experimentação cromática. Em simultâneo dedica-se à cozinha tendo como maior interesse processos de fermentação de pão e técnicas de gastronomia Italiana; Pedro Lopes (“Pete Loops”) designer e músico lisboeta, licenciado em Design de Comunicação, constantemente à procura de adaptar o seu estilo a correntes contemporâneas, inspirando-se em movimentos artísticos do passado. Enquanto designer, trabalhou com diversos espaços noturnos de Lisboa, entre eles o Musicbox e Casa Independente, onde conseguiu desenvolver uma estética pessoal que procura traduzir para outros meios, como a animação. Enquanto músico, o seu gosto varia do psicadelismo dos anos 60 aos grooves funk/house dos anos 70 e 80, criando assim uma fusão destes, quer esteja atrás dos teclados dos Paradoxo ou a passar música em festas.

Contactos:

Coletivo La Maga – coletivolamaga@gmail.com  ; (+351) 967880199

Claraboia – movimentoclaraboia@gmail.com  ; (+351) 910412656

Associação Apertum Ars – a3sociedade@gmail.com

Associação Dínamo – info@dinamo.pt